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quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Revendo a Oração de São Francisco"




Todos os mestres nos ensinaram que a oração é necessária, mas o que será orar, o que será uma oração? 

Em "O Livro dos Espíritos" encontramos a resposta a esta pergunta: a oração é um ato sentimental, é uma ligação sentimental com Deus. 

Podemos, então, compreender que orar não é recitar palavras, mas emitir (sentir) sentimentos. Quem ora prestando atenção apenas nas palavras não está com "atenção plena" aos seus sentimentos e por isto podemos afirmar que não sabe orar. 

A oração tem que vir de dentro de cada um. Ela é um sentimento que emana em direção a Deus. Ao Pai, não a outros espíritos. 

Sempre que nos elevamos em oração, dirigimo-nos a Deus, mesmo que nossos pensamentos estejam direcionados a outros espíritos. Isto ocorre porque só Ele sabe o que  fazer com o que cada um sente durante a oração (dar a justa recompensa da oração - carma). Por isto, as orações direcionadas a outros espíritos são "repassadas" a Deus.  

Desta forma, a primeira compreensão de hoje deve ser: a oração é ato sentimental. Mas para que orar? Em "O Livro dos Espíritos" também encontramos esta resposta: "A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele". 

Mas, o que é para o espírito "sentir"? Viver. A vida, ou seja, a animação, a intelectualização de um espírito é sentir sentimentos: sentir o amor com o sentido universal (a Deus e ao próximo) ou individualista (a si mesmo). 

A oração, portanto, é vida para o espírito, pois orando está vivendo a sua "existência espiritual": aproximando-se e pondo-se em comunicação com Deus.  

Se tudo isto é verdade, por que, então, as orações contêm palavras? Por que até Cristo ensinou um "Pai Nosso" através de palavras? Para que o ser humanizado saiba o que "sentir", que forma de "viver" espiritual aproxima o espírito mais de Deus.  

Desta forma, todo ser humano deve mais do que se preocupar com palavras ao orar, mas sua atenção plena deve estar voltada em colocar na prática aquilo que a oração "fala". 

Isso é orar. Orar não é rezar em um determinado momento pré-determinado (quando acorda ou quando dorme), não é dizer palavras bonitas em momentos específicos, mas é vivenciar no dia a dia os sentimentos que oração traz.  

Para isto é preciso que cada um transforme a oração no "caminho da vida", na sua "forma de viver".

Texto extraído de "Revendo a Oração de São Francisco"

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