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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

São Francisco de Assis e o Pai-Nosso



A devoção de Pai Francisco ao Pai-Nosso era profundíssima, como testemunham os seus escritos, onde aconselhava o seu uso. Não fora ele ensinado pelo próprio Jesus e não se dirigisse ele àquele Pai cuja ternura se lhe revelara de forma tão patética quando, no palácio do bispo de Assis, nu como um recém-nascido, todo se lhe abandonara nas mãos carinhosas. Por isso, que a sua alma, tangida pelas palavras Divinas, se alongasse em ressonâncias emocionadas é o que há de mais natural. Era assim que o Pai Francisco rezava o Pai-Nosso: 

Santíssimo Pai-Nosso, nosso Criador, nosso Redentor, nosso Salvador e Consolador! 

Que estás nos Céus: Nos Anjos e nos Santos, iluminando-os, para que Te conheçam, porque Tu, Senhor, és luz; inflamando-os, para que Te amem, porque Tu és amor; habitando neles e enchendo-os, para que gozem a bem-aventurança, porque Tu, Senhor, és o sumo bem, o bem eterno, donde procede todo o bem, e sem o qual não há bem algum. 

Santificado seja o Teu nome: Que o conhecimento de Ti mais se clarifique em nós, para conhecermos qual a largueza dos Teus benefícios, a grandeza das Tuas promessas, a alteza da Tua majestade, e a profundeza dos Teus juízos. 

Venha a nós o Teu Reino: De modo a reinares em nós pela graça, e a levares-nos a entrar no Teu Reino, onde a visão de Ti é clara, o amor por Ti é perfeito, ditosa a Tua companhia e gozaremos de Ti para sempre. 

Seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu: Para Te amarmos de todo o coração, pensando sempre em Ti; sempre a Ti desejando com todo o nosso Espírito; sempre a Ti dirigindo todas as nossas intenções, e em tudo procurando a Tua honra; e com todas as verás empregando todas as nossas forças e potências do corpo e da alma ao serviço do Teu amor e de nada mais. E para amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, atraindo todos, quanto possível, ao Teu amor, alegrando-nos dos bens dos outros como dos nossos, e compadecendo-nos dos seus males, e não fazendo a ninguém qualquer ofensa. 

O pão nosso de cada dia, o Teu dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dá hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou. 

E perdoa-nos as nossas ofensas: Por Tua inefável misericórdia, por virtude da Paixão do Teu amado filho Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelos méritos e intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de todos os Santos. 

Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido: E o que não perdoamos plenamente, faz Senhor, que plenamente perdoemos, a fim de que, por Teu amor, amemos de verdade os inimigos, e por eles a Ti devotamente intercedamos, a ninguém pagando mal com mal, e em Ti procuremos ser úteis em tudo. 

E não nos deixes cair em tentação: oculta ou manifesta, súbita ou renitente. 

Mas livra-nos do mal: passado, presente e futuro. 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. 
Amém.

Um comentário:

  1. Faço parte do grupo Bons amigos e gostaria de pedir sua permissão para compartilhar no meu Blog http://www.terapeutasistemica.bologspot.com
    Essa linda oração!

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