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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desiderata




Há uma versão de que Desiderata, este conhecido e singelo texto, escrito em inglês e hoje traduzido para mais de 60 idiomas, foi encontrado na Igreja de Saint Paul, Baltimore, em 1692, e jamais se soube do seu misterioso autor.

Na verdade, Desiderata, aspirações em latim, é de autoria do escritor norte americano Max Ehrmann, nascido em Terre Haute, Indiana, EUA, em 26 de setembro de 1872 e falecido na mesma cidade em 9 de setembro de 1945.
 
Ehrmann formou-se em direito pela DePauw University e estudou direito e filosofia em Harvard por dois anos, quando se tornou promotor público.

Aos quarenta anos decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita e, em 1927, escreveu Desiderata, sem dúvida o seu mais conhecido texto.
 
Em 1956 o pároco da igreja de St. Paul, em Baltimore, reproduziu o texto em um panfleto mimeografado para os seus fiéis.
 
Posteriormente, alguém que o retransmitiu não incluiu os créditos originais e, equivocadamente, citou o texto como tendo sido "achado na Igreja de Saint Paul em Baltimore, datado de 1692".
 
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Desiderata
 
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.
 
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.
 
Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes: eles também têm a sua própria história.
 
Evite as pessoas agressivas e transtornadas: elas afligem o nosso espírito.
 
Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.
 
Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde: ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.
 
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença. A virtude existirá sempre.
 
Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.
 
Seja você mesmo. Não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.
 
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas, seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.
 
Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
 
À despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.
 
Assim como as estrelas e as árvores, você é filho do Universo, merece estar aqui, e, mesmo que você não possa perceber, o Universo segue cumprindo o seu destino.
 
Esteja em paz com Deus, como quer que você o conceba. Quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.
 
Acima da falsidade, do desencanto e das agruras, o mundo ainda é bonito.
 
Seja prudente e faça tudo para ser feliz.

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