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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

As sete lições do bambu - Filosofia Zen Japonesa


A primeira: vem o vento, a tempestade, o tufão e o terremoto, não importa. O bambu não se dobra, apenas curva-se momentaneamente e logo retorna à sua posição original, reta e digna.  Por não oferecer resistência, o bambu não se quebra quando a intempérie o atinge.
Deixe passar as intempéries de sua vida, seja maleável na vida e logo que possível retome sua dignidade. 


A segunda: o bambu possui raízes enormes, profundas, tão grandes quanto sua altura. Ao ser plantado, o bambu demora anos construíndo suas raízes para que só depois apareçam o caule, as folhas. A base tem que estar firme e forte antes de se ganhar o mundo exterior.
Ou seja, o crescimento não se dá só em aparência, há uma enorme raíz que sustenta e alimenta a alma do bambu. Aumente suas raízes, aprofunde-as. Não seja tão superficial.  
E tenha paciência para aguardar que suas raízes estejam prontas.

A terceira: um pé de bambu não cresce sozinho, cresce em conjunto com outros iguais. 
Note que um bambuzal parece formar uma enorme estrutura única, um entrelaçamento de irmãos-bambu. Por isso é muito difícil arrancar um pé de bambu, as raízes entrelaçadas de vários pés oferecem resistência, as hastes apoio, as folhas de todos protegem o solo de todos.
Seja assim na vida, procure cooperar e cooperadores, a união realmente faz a força e muitas vezes significa sobrevivência.

A quarta: o bambu, de caule lenhificado e longo, não perde energia e tempo na vida criando inúmeros, longos e complicados galhos. Sua leveza permite um crescimento rápido, para o alto. As folhas excessivas logo se desprendem (retornam) ao solo.
Então perca menos tempo e energia com tantas folhas e galhos desnecessários. Com certeza sua vida está cheia de galhos enormes...e milhares de galhos pequenos e bobos que apenas servem para envergar o seu tronco, sua alma.

A quinta: que seja oco o bambu, mas seus nós o tornam muito forte e resistente.
Os nós representam nosso fortalecimento na alma, a força que nos faz aturar e resolver nossos problemas.
Apenas a aparência é de fragilidade.
E na solução dos problemas criamos novos nós, que nos fortalecerão ainda mais o espírito. 
Portanto, nem todo problema na vida é necessariamente algo ruim, pode ser a chave do seu crescimento interior.

A sexta: ainda sobre a oquidão do bambu, os vazios representam o abandono, o desapego do que nos rouba a paz, o tempo, o amor, a tranquilidade. No oco há espaço para a alma mais sutil e leve, apenas essência sem peso nem forma, a mais pura forma de evolução interior.
Sua alma pesada te leva ao chão, à depressão, o esgotamento físico e mental.

A sétima: o bambu cresce e mira apenas o Alto. Sejamos assim na vida, em busca do céu, do Alto, do melhor,.
Embaixo que fiquem as pedras, a poeira aos nossos pés. E nossa cabeça longe do baixo, do nível do chão, olhando para cima e apenas para lá.

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