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quinta-feira, 26 de julho de 2012

O que o passado tem a ver?

por Flávio Bastos

A vida é vivida no presente, mas também é passado e futuro. Com essa afirmação resgatamos o significado da existência humana como um processo que tem início, meio e um final não determinado.

O que nos confunde, ao tentarmos interpretar a vida com as nossas dúvidas ou questionamentos, é a visão linear e imediatista que temos dos acontecimentos que envolvem a experiência vital.

Neste sentido, a ótica materialista do ocidente tem sido a referência que determina o conceito de tempo e como ele age sobre as nossas vidas, influenciando um conjunto de crenças que internalizamos a respeito de nós mesmos, do outrem e do mundo palpável que nos rodeia.

Muitos questionam: O que o passado tem a ver, se é um arquivo morto em minha vida? Apesar da psicanálise de Sigmund Freud e a terapia de vidas passadas de Brian Weiss, terem dado suficientes respostas a respeito do inconsciente ser um extraordinário campo de investigação das origens do sofrimento, o raciocínio superficial e imediatista da experiência humana ainda não conseguiu estabelecer as interconexões existentes entre passado, presente e futuro.

Tais "interconexões" representam engrenagens psíquico-espirituais que, independentemente de nossas crenças, influenciam decisivamente na dinâmica da vida humana. Um mecanismo perfeito que estabelece o nosso perfil psico-espiriitual em consonância com as leis da reencarnação, ou seja, sempre seremos (futuro) a consequência do que somos (presente) e do que fomos (passado). Exceto se ocorrer algo que altere o modelo comportamental que representa o conjunto de escolhas de muitas vidas do indivíduo na dimensão física.

No âmbito das conexões interdimensionais do psiquismo humano, perdemos a noção de tempo porque o tempo é uma ilusão criada para que tenhamos um parâmetro, um "sentido de vida". Instrumento que nos passa segurança à medida que "vemos" o tempo passar em nós mesmos, no outrem e no mundo material à nossa volta.

No entanto, quando um indivíduo regride através de sua memória extracerebral, ele conecta com situações de vidas anteriores que sintonizam com o seu emocional. Esta sintonia, portanto, permanece viva e presente em seu psiquismo, agindo de uma forma na qual não existe presente,  passado ou futuro, mas, sim, uma interconexão que independe do conceito que temos de tempo. O mesmo raciocínio ocorre quando o indivíduo, através de sua memória cerebral regride a uma situação infantil cujo emocional esteja sintonizado.

Portanto, o imediatismo da vida associado à visão de que somente o que é palpável é seguro, determina em quem devemos acreditar ou confiar. A partir desta premissa, elaborou-se o conhecimento humano alicerçado na noção de tempo e de concretude, que "afirmou a percepção de realidade" como referência científica que vale para todas as áreas do conhecimento. Desta forma, o saber viu-se "encaixotado" às adequações de fórmulas pseudo-seguras que explicam -ou tentam explicar- a vida e o comportamento humano no planeta Terra.

As memórias cerebral e extracerebral funcionam como arquivos vivos e atuais que nos fornecem, quando acionados, informações que dizem respeito ao indivíduo inteligente, agente de sua própria história de vida, que independe do tempo porque depende dele mesmo alterar na vida atual o que "foi" ou o que "será". Processo que passa pelo despertar de uma consciência adormecida por conceitos que levam-no ao comodismo, fruto de um conjunto de crenças limitado a uma percepção unilateral de sua natureza,  que bloqueia o seu potencial expansivo.

O alvorecer do novo milênio sinaliza o autoconhecimento como referência para descobrirmos uma realidade interior mais rica de possibilidades expansionistas, à medida que o modelo reducionista agoniza com a sua percepção de tempo, espaço e conhecimento.

Momento cósmico que inclui o ser dotado de inteligência e livre-arbítrio como o principal agente da vida universal em constante movimento. Expansão que traz a marca da única ciência "realmente" exata: a consciência. Embora o seu significado ainda seja para nós, um mistério a ser revelado à luz do conhecimento.

Flávio Bastos Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.

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